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sexta-feira, 22 de março de 2013

E agora, José?

besta do coração que quis dar uma de valente e danou a tumtumbiar mais forte naquela lasquinha  de agora em que o seu olhar - vê só que coisa mais boba! - topou, por um acaso, assim, sem mais nem menos, com o meu olhar e  ambos decidiram fazer de conta que era a primeira vez que se viam. Fingiram um fingimento tão bem fingido que convenceram até a alma (aquela, coitada!, que vive tímida e recolhida no seu canto) de dar o ar da graça, toda estremecida e com as  bochechas enrubecidas, tomada por um desejo inexplicável de saltar a pele e encontrar você, em um abraço.

tamanha foi a danação que, mesmo já sendo noite, ainda não consegui aquietar nem a alma, nem o coração, tão pouco a  peste de um sentimento que surgiu  sei lá de onde, mas que agora diz querer viver aqui , do lado dos outros dois, e faz coro com o coração, que aos berros pede mais.  

pede mais o que?
.
.
.
Ah não!
Mas me façam um favor!
vejam se isso são horas...
vejam se isso cai bem?
olhem bem para o momento!
vão, vão!
Pode parar com estes gritos e tratem de se ajeitar.
Outra dia falamos disso.

Outro dia!




  



4 comentários:

Vinícius. disse...

amor!

Anônimo disse...

sério?

Anônimo disse...

Muito bom! Me senti nessas palavras.

Ana Reis disse...

Traduziu meu coração!